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Flávia Godoy, da Motiva, fala sobre rebranding, narrativa financeira e criação de valor no IR Talks

Flávia Godoy fala sobre rebranding, narrativa financeira e criação de valor da Motiva no IR Talks

A MZ, com apoio do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), apresentou mais um episódio do IR Talks, o primeiro talk show do mercado de capitais. O programa recebeu Flávia Godoy, executiva de Relações com Investidores da Motiva (B3: MOTV3), antiga CCR, em uma conversa com Cássio Rufino, COO & CMO da MZ, sobre rebranding, estratégia, simplificação do portfólio, relacionamento com investidores e o papel do RI na construção de uma nova percepção de valor para a companhia.

Ao longo do episódio, Flávia detalhou como a transformação da CCR em Motiva está conectada a uma mudança mais ampla na estratégia da companhia. Mais do que uma alteração de nome e identidade visual, o rebranding representa um novo ciclo, com pilares redefinidos, maior disciplina na alocação de capital, foco em eficiência, simplificação do portfólio e uma comunicação mais clara com o mercado.

Em sua visão, esse processo exige um trabalho contínuo do RI para ajudar investidores e analistas a compreenderem não apenas o que mudou, mas também quais entregas sustentam a nova narrativa da companhia no longo prazo.

Da CCR à Motiva: uma nova marca para uma nova fase da companhia

Durante a conversa, Flávia explicou que a mudança de marca foi resultado de um processo amplo de análise estratégica e construção de identidade. A antiga CCR nasceu associada às concessões rodoviárias, mas, com a expansão do portfólio para mobilidade urbana e aeroportos, a companhia passou a atuar em uma realidade muito mais abrangente do que sua denominação original representava.

Com a evolução do negócio e a redefinição dos direcionamentos estratégicos, a companhia identificou que era o momento de adotar uma marca mais próxima, mais simples e mais conectada à sua atuação em mobilidade e infraestrutura.

Segundo Flávia, Motiva traduz essa nova fase por estar relacionada ao movimento, à mobilidade e à capacidade de conectar pessoas e regiões. Para ela, a marca passou a representar, de forma mais clara, uma companhia que busca entregar infraestrutura de longo prazo com previsibilidade, eficiência e geração de valor.

A executiva também destacou que o rebranding não apaga a trajetória construída pela CCR. Pelo contrário: a nova marca parte desse legado para apresentar ao mercado uma companhia em transformação, com novos direcionamentos e ambições mais definidas.

Narrativa financeira como suporte à estratégia da Motiva

Um dos principais temas do episódio foi a importância da narrativa financeira em momentos de transformação corporativa. Para Flávia, uma mudança dessa dimensão precisa estar sustentada por entregas concretas, comunicação consistente e clareza sobre os objetivos estratégicos da companhia.

No caso da Motiva, a narrativa passa pela construção de uma companhia mais simples, mais previsível e mais concentrada em ativos e segmentos capazes de gerar valor de forma sustentável. Essa mensagem precisa aparecer não apenas em apresentações institucionais, mas também em reuniões com investidores, divulgações ao mercado, calls de resultados, eventos e materiais de RI.

“A narrativa tem que ser simples para que o investidor consiga precificar da melhor forma a companhia.”

Flávia ressaltou que o papel do RI é reduzir subjetividades e facilitar a compreensão do investidor sobre a estratégia da companhia. Em sua visão, uma comunicação objetiva ajuda o mercado a interpretar melhor movimentos como aquisições, desinvestimentos, aditivos contratuais, revisão de portfólio e novas oportunidades de crescimento.

Esse trabalho é ainda mais relevante em uma empresa de infraestrutura, cujos ativos envolvem contratos de longo prazo, ciclos extensos de investimento e retornos que precisam ser analisados em horizontes mais amplos.

Simplificação do portfólio e previsibilidade para investidores

Outro ponto central da conversa foi a estratégia de simplificação do portfólio da Motiva. Flávia explicou que a companhia vem avançando em uma agenda voltada à concentração de ativos, maior previsibilidade operacional e fortalecimento de segmentos considerados estratégicos.

Entre os movimentos destacados está a venda da plataforma de aeroportos, uma decisão que contribui para tornar a tese de investimento da companhia mais objetiva e concentrada. Com essa mudança, a Motiva passa a direcionar sua atuação para segmentos em que acredita ter maior capacidade de gerar valor, mantendo uma agenda de eficiência, disciplina financeira e crescimento seletivo.

A executiva também ressaltou que a companhia busca manter uma alavancagem controlada, ampliar a rentabilidade do portfólio e entregar crescimento consistente ao longo do tempo. Para o investidor, essa combinação fortalece a leitura da Motiva como uma empresa de infraestrutura resiliente, com receitas protegidas por contratos e capacidade de distribuir valor no longo prazo.

Na avaliação de Flávia, simplificar a companhia também significa simplificar a comunicação. Quanto mais clara for a tese de investimento, maior será a capacidade do mercado de compreender seus direcionadores, acompanhar suas entregas e reconhecer o valor de seus ativos.

Capital Markets Day como reforço da nova narrativa

A construção dessa nova percepção também passou pela realização de eventos dedicados ao mercado. Durante o episódio, Flávia contou que a Motiva realizou um Capital Markets Day, revisitando sua visão de longo prazo e apresentando aos investidores os desafios, compromissos e alavancas estratégicas da companhia até 2035.

O evento teve papel importante na sustentação da narrativa apresentada ao mercado, ao permitir uma comunicação mais aprofundada sobre o novo posicionamento da Motiva, os pilares da estratégia e os caminhos escolhidos para gerar valor.

Para Flávia, encontros como esse são essenciais porque permitem que a companhia organize sua mensagem, envolva seus executivos e apresente aos investidores uma visão integrada do negócio. Mais do que divulgar informações, o objetivo é oferecer elementos que ajudem o mercado a interpretar a estratégia e acompanhar sua execução.

Ao abordar o tema, a executiva reforçou que uma narrativa consistente não se constrói em uma única apresentação. Ela depende de repetição estratégica, alinhamento interno e uma atuação permanente do RI para manter os investidores informados sobre avanços, desafios e entregas.

O RI como ponte entre estratégia e mercado

Ao longo da entrevista, Flávia destacou que o Relações com Investidores ocupa uma posição central nesse processo de transformação. Cabe ao RI traduzir a estratégia da companhia em mensagens claras, apoiar a precificação dos ativos e manter a Motiva presente no radar de investidores atuais e potenciais.

Segundo ela, esse trabalho envolve reuniões frequentes, eventos, divulgação de informações relevantes, interação com analistas e prospecção de novos investidores, inclusive em diferentes regiões e perfis de alocação.

“A comunicação tem que ser muito ativa, sempre buscar peças e elementos que possam contribuir para essa comunicação.”

A executiva também ressaltou que o apoio da alta liderança é fundamental para que o RI atue de forma estratégica. Na Motiva, segundo ela, o management reconhece a área como um investimento e participa ativamente das agendas com o mercado, contribuindo para disseminar os novos pilares e fortalecer a credibilidade da companhia junto aos investidores.

Em um ambiente em que empresas competem constantemente pela atenção e pelo capital disponível, Flávia acredita que manter uma comunicação fluida, transparente e recorrente é indispensável para construir confiança e ampliar a percepção de valor.

Tecnologia, inovação e os próximos passos da comunicação com investidores

Na parte final do episódio, Flávia também comentou como inovação e tecnologia podem apoiar a rotina de RI. Para ela, ferramentas digitais e soluções de inteligência artificial ampliam a capacidade de disseminar informações, alcançar investidores potenciais e tornar a comunicação mais eficiente.

Esse movimento reforça uma transformação cada vez mais presente no mercado de capitais: o RI deixa de atuar apenas como uma área de divulgação de informações e passa a ter um papel estratégico na construção da narrativa, na leitura de mercado e no relacionamento contínuo com stakeholders.

Ao compartilhar a experiência da Motiva, Flávia mostra que rebranding, estratégia e Relações com Investidores precisam caminhar juntos. A mudança de marca só ganha força quando está conectada a entregas reais, objetivos bem definidos e uma comunicação capaz de ajudar o mercado a compreender o futuro da companhia.

O episódio reforça que, em ciclos de transformação, o RI tem um papel decisivo: organizar a narrativa, reduzir assimetrias de percepção e manter investidores conectados à estratégia de geração de valor da companhia.

Marketing MZ
marketing@mzgroup.com | (11) 99419-3110

Cássio Rufino é COO da MZ, empresa líder em soluções para relações com investidores. Graduado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, possui pós-graduação em Finanças Corporativas pelo Insper e MBA Executivo em Finanças pela mesma instituição. É especialista em comunicação financeira e criador do método dos 3Cs, que já ajudou dezenas de RIs a gerar mais valor através da comunicação financeira.

Sobre a MZ
A MZ é líder global em soluções de comunicação para Relações com Investidores, transformando a forma como as empresas se conectam com seus públicos estratégicos. Por meio de tecnologia avançada e uma equipe altamente especializada, fornecemos as melhores ferramentas para fortalecer a transparência e a confiança das empresas junto aos investidores. Acreditamos que uma comunicação eficiente é a chave para a construção de relações duradouras e para o sucesso no mercado de capitais.

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