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Estudos de Percepção: Pilar Estratégico para Profissionais de Relações com Investidores

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa

Em um ambiente financeiro cada vez mais competitivo, volátil e saturado de informações, a percepção que analistas, investidores e demais stakeholders têm de uma empresa deixou de ser apenas um reflexo de seus resultados financeiros e passou a ser um indicador estratégico que influencia diretamente seu acesso a capital, sua reputação corporativa e até mesmo o custo do seu financiamento. No mercado atual, não basta entregar bons números — é preciso que eles sejam comunicados de forma clara, consistente e convincente, para que o mercado compreenda a estratégia, a execução e o potencial de longo prazo da companhia.

Nesse cenário, os estudos de percepção emergem como ferramentas indispensáveis, não apenas para o time de Relações com Investidores, mas também como instrumentos de governança corporativa e gestão estratégica. Eles permitem mensurar como as mensagens estão sendo recebidas, identificar eventuais desalinhamentos entre o discurso e a interpretação do mercado, e gerar insumos para calibrar a narrativa e o relacionamento com os públicos-chave. Ao realizar essas análises logo após eventos — como teleconferências de resultados, Investor Days ou roadshows — ou como avaliações periódicas da área de RI, as empresas constroem um ciclo contínuo de escuta ativa, diagnóstico e melhoria.

Pensando nisso, a MZ, que tem como propósito empoderar o profissional de RI tanto por meio de tecnologia de ponta e atendimento consultivo, quanto pela disseminação de conteúdos e práticas que fortalecem o mercado, compartilha aqui alguns insights sobre essa ferramenta estratégica. Com uma experiência robusta que inclui mais de 30 estudos de percepção realizados por ano, a MZ atua em diferentes setores e para múltiplos objetivos, com alcance multidimensional — desde análises pontuais, voltadas para eventos específicos, até avaliações amplas e profundas da comunicação, do posicionamento e da efetividade da área de RI. Esse conhecimento acumulado nos permite identificar tendências, antecipar necessidades e oferecer soluções personalizadas que geram valor real para as empresas e para seus investidores.

O que são Estudos de Percepção e suas Aplicações

Visão geral e objetivos fundamentais

Os estudos de percepção são pesquisas aplicadas para entender como o mercado enxerga uma empresa — seja em eventos concretos, como conferências de resultados ou Investor Days, seja em um panorama mais abrangente da atuação do RI. Eles ajudam a identificar lacunas na comunicação, medir a eficácia das mensagens e gerar feedbacks estratégicos.

Seu objetivo central é:

  • Diagnosticar como os analistas e investidores percebem a empresa e sua narrativa.
  • Avaliar o impacto da comunicação em momentos decisivos (pré e pós-evento).
  • Informar ajustes estratégicos na área de RI para aprimorar eficiência e clareza.
  • Construir ou reforçar confiança junto aos stakeholders, apoiando a tomada de decisão da alta administração.

Tipologias: eventos pontuais vs. avaliação geral

Os estudos podem ser categorizados conforme o foco:

  • Eventos específicos (como Investor Day ou teleconferência de resultados):
    • Pré-evento (Pré-Call): coletam expectativas dos participantes sobre temas, formatos e abordagem, ajudando a calibrar o conteúdo e estilo da comunicação. 
    • Pós-evento (Pós-Call): avaliam como a divulgação atendeu às expectativas e quais pontos podem ser otimizados. 
  • Estudos amplos (avaliação geral da área de RI):
    • Aplicam-se ao longo de um período mais extenso: englobam análise de percepção da comunicação, reputação, aderência à estratégia e comparativos com concorrentes. 

Cada tipo de estudo requer abordagem e método adequados: desde formulários online (ágil e econômico, porém com menor taxa de retorno), até entrevistas telefônicas qualitativas (mais profundas, porém mais demoradas e com um investimento maior por parte da companhia). 

Metodologias e melhores práticas

Formato Online vs. Entrevistas Telefônicas

  • Online:
    • Vantagens: velocidade, custo baixo, escalabilidade.
    • Contrapontos: retorno baixo (menor que 3%~5% de resposta), risco de superficialidade nos insights. 
  • Entrevistas Telefônicas:
    • Vantagens: profundidade, interação mais rica, possibilidade de explorar nuances.
    • Contrapontos: investimento e tempo de elaboração superiores, depende da disponibilidade dos respondentes. 

Uma alternativa eficaz pode ser o formato híbrido, combinando escalabilidade e profundidade conforme o objetivo do estudo.

Recomendações operacionais para maximizar impacto

Ao planejar um estudo eficaz, é essencial:

  • Garantir anonimato completo aos participantes para promover honestidade nas respostas. 
  • Combinar dados quantitativos com qualitativos para uma análise mais rica e estratégica. 
  • Incluir grupos variados de stakeholders — investidores atuais, potenciais, analistas buy-side e sell-side — para múltiplas perspectivas. 
  • Divulgar os resultados internamente, tanto positivos quanto críticos, para promover transparência e cultura de melhoria contínua. 
  • Ter apoio da alta administração e compromisso com as próximas ações — a efetividade do estudo reside na aplicação dos insights. 

 

Exemplos reais e lições aprendidas

Caso OceanPact: lições de um estudo aplicado

A OceanPact (B3: OPCT3) aplica de dois em dois anos um estudo de percepção abrangente para avaliar a eficiência da área de RI e com ele obtém insights fundamentais. A partir dos feedbacks, revisaram o Formulário de Referência da companhia, alinhando-o com sua narrativa estratégica. O resultado: maior clareza e alinhamento, além de ganho de confiança do mercado. 

O Gerente de RI da OceanPact, Bruno Nader, destacou que métricas convencionais (como número de reuniões ou valorização das ações) são insuficientes para medir a eficácia da área — e foi no estudo de percepção que se encontrou uma visão real da performance percebida pelo mercado. 

 

Impacto estratégico: o que a área de RI ganha com estudos de percepção

Melhor aderência à estratégia e narrativa

Os estudos revelam se a comunicação da companhia está sendo compreendida — ou se há ruídos que precisam ser corrigidos. Eles ajudam a calibrar discursos, documentos e apresentações para garantir coerência e força narrativa.

Fortalecimento da confiança e redução do custo de capital

Transparência e alinhamento geram previsibilidade, diminuem a percepção de risco e tornam a companhia mais atrativa, ajudando a diluir o spread financeiro em emissões e valorizações futuras.

Benchmark com concorrentes

Comparar a própria percepção com empresas do mesmo setor traz insights sobre posicionamento estratégico, permitindo destacar diferenciais ou corrigir desvios de imagem. 

Ferramenta de governança e cultura interna

Quando compartilhados com a diretoria, os resultados promovem reflexão e cultura de feedback — elementos cruciais para evolução da área de RI e construção de valor.

 

Etapas para implementar um estudo de percepção eficaz

  1. Definir o objetivo: evento pontual ou avaliação ampla de RI.
  2. Escolher formato: online, telefônico ou híbrido — considerando custos, profundidade e escala.
  3. Desenhar questionário:
    • Perguntas objetivas (quantitativas) + espaço para comentários abertos (qualitativos).
  4. Escolher amostra: incluir stakeholders diversos e deliberadamente segmentados.
  5. Garantir governança: anonimato, apoio executivo e compromisso com as ações pós-estudo.
  6. Analisar resultados: identificar padrões, gaps e oportunidades.
  7. Compartilhar internamente: gerando planos de ação com times de RI e diretoria.
  8. Repetir periodicamente: acompanhar evolução e medir impacto das ações.

 

Concluindo em um parágrafo ou mais

Os estudos de percepção são muito mais do que ferramentas de pesquisa: eles representam instrumentos estratégicos capazes de transformar a área de Relações com Investidores de um canal meramente informativo em um verdadeiro agente de construção de valor, reputação e confiança corporativa. Ao permitir que a empresa compreenda, com profundidade, como suas mensagens, estratégias e ações são interpretadas pelo mercado, esses estudos criam um ciclo virtuoso de melhoria contínua, no qual cada interação com investidores e analistas é uma oportunidade de reforçar credibilidade e transparência.

Seja para calibrar a comunicação em eventos pontuais — como conferências de resultados, reuniões com analistas ou Investor Days —, seja para avaliar a eficácia da área de RI de forma abrangente e perene, os estudos de percepção convertem feedbacks dispersos em insights concretos e acionáveis. Com isso, favorecem um alinhamento mais sólido entre a narrativa da companhia e as expectativas do mercado, aumentam a clareza sobre prioridades estratégicas e fortalecem o diferencial competitivo da organização.

Investir em estudos de percepção é, portanto, investir no futuro da companhia, unindo conhecimento de mercado, governança e propósito em um mesmo movimento. Nesse sentido, a MZ se posiciona como parceira estratégica, colocando à disposição de seus clientes tecnologia de ponta, metodologia testada e atendimento consultivo de excelência para apoiar todo o processo — desde a concepção do estudo, passando pela coleta e análise de dados, até a entrega final e acompanhamento de resultados.

Ao realizar mais de 30 estudos de percepção por ano para empresas de diferentes setores e portes, a MZ acumula um know-how único, capaz de gerar diagnósticos precisos e recomendações práticas que realmente transformam a comunicação com todos os stakeholders. Esperamos que este conteúdo tenha contribuído para ampliar a compreensão sobre a relevância e a aplicabilidade dessa ferramenta, que consideramos fundamental para entender o momento da companhia e o posicionamento de sua área de RI no mercado.

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

imprensa@mzgroup.com | (11) 94242-5988

Sobre a MZ

Na MZ, é referência global na criação de conteúdos informativos e educativos que geram valor real para as companhias, ajudando-as a se manterem atualizadas e preparadas para os desafios do mercado de capitais. Nossa abordagem é estratégica, com foco em fortalecer o entendimento sobre práticas de governança, comunicação financeira e relações com investidores. Acreditamos que, por meio de conteúdo de qualidade, podemos apoiar as empresas a aprimorar sua comunicação, elevar sua reputação e agregar valor sustentável aos seus negócios.

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